MP abre inquérito e marca depoimentos para apurar uso de área como estacionamento pago em show do Guns em Rio Preto

MP investiga uso de parque como estacionamento em show de Guns N' Roses em Rio Preto O Ministério Público instaurou um inquérito civil para apurar o uso do p...

MP abre inquérito e marca depoimentos para apurar uso de área como estacionamento pago em show do Guns em Rio Preto
MP abre inquérito e marca depoimentos para apurar uso de área como estacionamento pago em show do Guns em Rio Preto (Foto: Reprodução)

MP investiga uso de parque como estacionamento em show de Guns N' Roses em Rio Preto O Ministério Público instaurou um inquérito civil para apurar o uso do parque Cidade das Crianças, área pública municipal, como estacionamento remunerado durante o show da banda Guns N’ Roses, realizado em 7 de abril, em São José do Rio Preto (SP). A investigação foi aberta por meio de portaria publicada nesta terça-feira (21) pela Promotoria de Justiça da cidade. O promotor Carlos Romani determinou, ainda, que os envolvidos prestem depoimento no próximo dia 6 de maio. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp As suspeitas de irregularidades no uso da Cidade das Crianças derrubaram o então secretário municipal de Esportes, Kleber Fernando Trindade Mello, o Klebinho Kizumba, e o então secretário de Finanças e Orçamento da Câmara dos Vereadores, José Luís Pereira (entenda o caso mais abaixo). MP investiga uso de Cidade das Crianças durante show de Guns N' Roses em São José do Rio Preto (SP) Reprodução / WhatsApp Conforme apurado pela TV TEM, eram cobrados R$ 100 para estacionar com o pagamento sendo apenas via PIX ou em dinheiro. O espaço foi usado pela Associação Guasonafe, entidade filantrópica. A reportagem apurou que a entidade tem sede em Guaraci (SP). Sem chamamento público De acordo com a decisão do Ministério Público, o parque Cidade da Criança teria sido utilizado para cobrança de estacionamento mediante autorização administrativa concedida pelo então secretário municipal de Esportes, sem a realização de chamamento público, edital ou qualquer procedimento que garantisse igualdade de participação entre interessados. O MP aponta que a autorização foi concedida de forma direta à Guasonafe, sem vínculo com o município e com indícios de inatividade recente. Segundo o documento que instaurou o inquérito, não há registros de critérios objetivos, publicidade ou justificativa formal que fundamentassem a escolha da entidade para explorar economicamente o espaço público. Carlos Romani, promotor de Justiça em São José do Rio Preto (SP) Reprodução / TV TEM PIX na conta pessoal A investigação também cita indícios de participação do secretário de Finanças da Câmara dos Vereadores, que teria atuado na organização do estacionamento e recebido valores via PIX em conta pessoal, relacionados à atividade. Para o MP, o caso pode configurar uso indevido do cargo público para obtenção de vantagem econômica. Klebinho Kizumba e José Pereira pediram exoneração após a repercussão do caso. O Ministério Público ressalta, no entanto, que a saída dos cargos não afasta eventual responsabilização por atos praticados durante o exercício da função pública. O órgão também destaca que não houve instauração de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara e que, até o momento, não foram apresentados esclarecimentos considerados suficientes por parte dos envolvidos ou da entidade beneficiada. Depoimentos marcados Como parte das diligências iniciais, o MP marcou para o dia 6 de maio a oitiva dos ex-secretários e também de Egídio Roberto Antunes, assessor legislativo do vereador Bruno Marinho (PRD). Na mesma data, também deve prestar depoimento ao MP a representante legal da Guasonafe, Efigênia Cristina. Também foi solicitado que José Luis Pereira apresente os extratos bancários para apurar valores movimentados no período do evento. O inquérito civil tem prazo inicial de um ano e busca reunir elementos para eventual ajuizamento de ação civil pública ou arquivamento do caso. Como funcionava o estacionamento? Os motoristas dos veículos que estacionavam na Cidade das Crianças faziam o pagamento via PIX ou em dinheiro. Conforme apurado pela TV TEM, ao realizarem a transferência, a conta à qual o dinheiro era destinado é do secretário de finanças e orçamento da Câmara, José Luís Pereira, conforme mostra comprovantes da operação. Em um vídeo encaminhado à produção, é possível identificar que a mulher que realiza a cobrança é a esposa de José Luís. Além dela, um assessor do vereador Bruno Marinho (PRD) é visto sinalizando o local. Assista acima. Em 10 de abril, o secretário de Esportes e Lazer, Klebinho Kizumba, foi exonerado após a denúncia de uso irregular do parque. Na ocasião, o prefeito Fábio Candido (PL) ainda anunciou a publicação, no Diário Oficial do Município, de um decreto que estabelece a destinação da gestão dos estacionamentos em áreas públicas durante a realização de eventos ao Fundo Social de Solidariedade. No mesmo dia, José Luís Pereira pediu desligamento do cargo de secretário de Finanças e Orçamento da Câmara Municipal. Em nota à TV TEM, a Casa de Leis informou que acatou a decisão de José. Após ser exonerado, Klebinho emitiu um comunicado à imprensa, no qual diz: “por respeito à administração municipal, ao prefeito e à população, entendendo que este é o momento de permitir que os fatos relacionados à minha gestão sejam devidamente esclarecidos com serenidade e responsabilidade”, esclareceu o ex-secretário de esporte. O vereador Bruno Marinho (PRD) também aparece na imagem. Em nota, ele explicou que estava fora do horário de expediente, nesse caso responde pelos seus atos. Promotor diz que há irregularidades no uso de Cidade das Crianças em show do Guns N' Roses Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM